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Como cuidar e cultivar plantas – samambaias

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como cuidar de plantas em casa. Algumas procuram dicas para cuidar de orquídeas, outros sobre como criar samambaias e é este o tema deste artigo. Bem, elas são delicadas, essas plantas precisam de muita atenção e carinho para que possam se
desenvolver satisfatoriamente.

Como cuidar de plantas como samambaias

As samambaias, avencas e selaginelas (ou musgo) são plantas muito usadas na ornamentação de interiores, pela beleza da folhagem e formato das folhas. Vivem e crescem o ano todo, em locais úmidos e com muita sombra. Elas têm uma característica comum: não dão flores, sementes e frutos, e estão enquadradas no grupo das Pteridófitas.

Essas plantas originam-se de esporos que têm estrutura bem menos complexa que as sementes. Os esporos estão reunidos nos esporângios, séries de pontinhos verdes ou avermelhados (quando maduros), facilmente identificáveis na parte inferior ou nos bordos dos folíolos. Quando os esporos amadurecem, desprendem-se e caem numa superfície úmida, originam uma plantinha que os botânicos chamam de protalo. O protalo se fixa no chão através de pequenas raízes — os rizóides — e abriga células femininas (as oosferas) e masculinas (os anterozóides). Da união das duas células é que vai surgir a nova planta. Viveiristas conseguem samambaias e avencas a partir dos esporos, o que exige muita prática; por isso, o melhor mesmo é adquirir a muda da planta.

Quais são os principais tipos de samambaias

Sensíveis aos maus tratos, as samambaias apresentam como principais tipos:

Polypodium   robustissimum   — Considerada samambaia comum, esta espécie chega a apresentar folhas com 80 centímetros de comprimento. A touceira (como é chamado o conjunto caule-raiz) espalha-se com muita rapidez.

Dicksonia sellowiana — Também conhecida como samambaia imperial ou xaxim, a espécie Dicksonia sellowiana apresenta folhas que alcançam de 2 a 4 metros de comprimento. O tronco atinge até 1 metro de diâmetro e é revestido de forte camada fibrosa. Por isso mesmo, o tronco pode ser utilizado, muitas vezes, para o plantio de orquídeas e outras plantas.

Polypodium subauriculatum — Popularmente conhecida como “samambaia de metro”, esta espécie vegetal apresenta folhas verdes que alcançam mais de 2 metros de comprimento. É muito utilizada em interiores e ripados.

Polypodium crassifolium — Tem folíolos em forma de língua, rizoma (caule) lenhoso, coberto de manchas marrons. As folhas são de um verde bonito e chegam a atingir comprimentos que vão de 30 até 90 centímetros.

Polypodium aureum — Conhecida como “samambaia prateada”, devido ao reflexo de suas folhas, a espécie Polypodium aureum alcança 40 centímetros de altura.

Cyathea schanschi — Também chamada “samambaia gigante”, a Cyathea schanschi tem folhas relativamente curtas, que não ultrapassam 15 centímetros.

Nephrolepis acumínata — Quando nova, a Nephrolepis acuminata apresenta folíolos bem estreitos, que aumentam de tamanho conforme o crescimento.  Com uma cor verde
bem viva, as folhas atingem 40 centímetros, no máximo.

Nephrolepis cordifolia — Também chamada tuberosa, a espécie tem folhas eretas e arredondadas que atingem 60 centímetros de comprimento. As raízes apresentam regiões esbranquiçadas.

Blechnum brasiliense — Mais conhecida por samambaiaçu, esta espécie cresce em forma de árvore. Com folíolos em forma de lança, as folhas, quando brotam, apresentam uma coloração róseo-bronzeada. A altura máxima é de 90 centímetros.

Outros tipos de plantas: Avencas e Selaginelas

Mais finas e delicadas que as samambaias, as avencas são plantas encontradas, ao natural, em florestas, perto de cascatas ou quedas de água. Apresentam os seguintes tipos mais comuns:

Adiantum cuneatum — Avenca de folhas bem miúdas, tem folíolos em forma de cunha e folhas com alturas que vão de 35 a 45 centímetros de comprimento.

Adiantum trapeziforme — Com folíolos em forma de trapézio, caule encrespado e folhas com alturas que variam de 45 a 60 centímetros, a Adiantum trapeziforme também é conhecida pela denominação de “avenca paulista”.

Adiantum     macrophyllum  — Com o caule crespo, a Adiantum macrophyllum apresenta folhas miúdas. Quando a planta é nova, as folhas são rosadas e, posteriormente, vão se tornando verde-ama-reladas. Esta espécie chega a atingir a altura de 40 centímetros.

Adiantum tenerum — Planta de pequena altura, esta espécie tem folhas plumosas e delicadas que caem graciosamente. Assim como a Adiantum macrophyllum, apresenta, quando nova, folhas rosadas.

Adiantum roseum — Apresentando folhas com altura que varia de 35 a 60 centímetros, a Adiantum roseum é mais conhecida como “avenca de folhas róseas”.

Adiantum tenuissimum — As folhas da Adiantum tenuissimum atingem 40 centímetros de altura. São delicadas, muito pequenas e de um verde bem claro.

As selaginelas, por sua vez, apresentam-se em cerca de setecentas espécies, todas elas conhecidas popularmente como musgo.

São bastante utilizadas para cobrir a terra de vasos ornamentais e canteiros tropicais. No inverno, ficam um pouco amareladas — devido ao frio —, mas recuperam a cor verde com a primavera. O tipo mais conhecido entre as selaginelas é a Selaginela brasiliensis, vegetação rasteira que vive embaixo de outras plantas.

Como cuidar e cultivar essas plantas

A terra dos canteiros para as samambaias, avencas e selaginelas, deve ser fofa, permeável à água e rica em humo. Para o cultivo em vaso, é preciso enchê-lo com uma mistura de duas partes de terra vermelha, duas partes de composto orgânico de folhas, uma parte de esterco de curral bem curtido, quatro pedaços moídos de carvão de lenha e um pouco de farinha de osso. Esta mistura deve ser passada numa peneira de malha larga antes de ser usada. Quando colocada no vaso, deve-se deixar uma folga de 3 centímetros na borda, espaço que vai ser usado em futuras adubações. Para facilitar a penetração da água, convém colocar cascalho fino ou pedregulho no fundo do vaso.

As plantas precisam de regas diárias e abundantes, feitas com regador de bico comprido e fino. Devem ficar abrigadas do vento e de sol direto (a luz em excesso confere cor amarelada à planta). As regas podem ser diminuídas durante o inverno e, nessa época, as plantas devem ficar muito bem abrigadas se houver risco de geada. De vez em quando é bom borrifar água nas folhas, principalmente nos dias secos e de muito calor.

Com o tempo, as raízes da planta tomam totalmente a terra do vaso, formando uma touceira. No começo da primavera, quando está havendo brotação, é necessário dividir a touceira com um facão e preparar novas mudas.

Cada bloco de terra, com raízes e rizomas, é transplantada para um novo vaso. As raízes da periferia da touceira são mais fortes, produzem plantas mais bonitas e, por isso, devem ser preferidas.

A adubação deve ser feita mensalmente, dissolvendo-se 1 quilo de esterco bovino bem curtido em 15 litros de água. Em seguida, rega-se a terra do vaso com essa mistura durante dois ou três dias.

As pteridófitas são muito sensíveis a pulgões e cochonilhas, porque o meio úmido e sombreado favorece o aparecimento desses insetos.

Eles são combatidos com inseticidas químicos à base de malathion e parathion ou com óleo emulsionado, encontrados em lojas especializadas. Uma pulverização mensal evitará que os insetos se instalem nas plantas. Quando ele já está presente, a pulverização precisa ser feita semanalmente.

Um outro problema é aparecer em cima da terra manchas brancas de mofo, causadas quase sempre por drenagem deficiente. O melhor será trocar toda a terra e melhorar o sistema de drenagem do vaso.

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